Chuva fraca ainda pode atingir parte do RS nesta quinta-feira; veja a previsão

Temperatura segue baixa para a época do ano, de acordo com a MetSul O Rio Grande do Sul ainda terá instabilidade nesta quinta-feira, 30, de acordo com a MetSul Meteorologia. Além do céu encoberto por muitas nuvens na maioria das localidades, também há chance de chuva fraca em pontos da Metade Leste gaúcha. Pode chover no entorno da Lagoa dos Patos, Grande Porto Alegre, Serra e o Litoral. A temperatura segue abaixo do normal para esta época do ano, com previsão de um dia bastante ameno para os padrões de fim de outubro. O dia começa frio, mas as temperaturas sobem no período da tarde. Em Porto Alegre, a mínima será de 13°C e a máxima de 20°C.
Grêmio e Inter unidos na mesma Liga?

Apenas dois anos depois de sair da Liga Forte União para entrar na Libra o Galo anunciou o retorno ao antigo bloco. Apenas dois anos depois de sair da Liga Forte União para entrar na Libra o Atlético-MG anunciou o retorno ao antigo bloco.Especula-se que o motivo é a discordância com o Flamengo, que busca aumentar o seu bolo financeiro atropelando os demais. O Grêmio também poderia trocar a Libra pela LFU?O Grêmio também não concorda com as ações individualistas do Flamengo e até assinou manifesto sente sentido.Mas não migrará para a LFU, onde está o Inter. Acha que até 2029 os clubes chegarão a um consenso e haverá uma Liga unificada.Aí sim Grêmio e Inter estarão juntos na mesma Liga.O contrato do Galo com a Libra vai até 2029. A Libra é formada por Palmeiras, Bragantino, São Paulo, Santos, Atlético-MG, Bahia, Grêmio, Vitória, Remo, Paysandu, Volta Redonda, ABC, Guarani, Sampaio Corrêa, Brusque e o Flamengo. A LFU tem Botafogo, Corinthians, Ceará, Cruzeiro, Fluminense, Fortaleza, Internacional, Juventude, Mirassol, Sport, Vasco, Atlético-GO, Athletico-PR, Amazonas, América-MG, Avaí, Botafogo-SP, Chapecoense, Coritiba, Criciúma, Cuiabá, CRB, Goiás, Novorizontino, Operário-PR, Vila Nova, CSA, Figueirense, Ituano, Londrina, Náutico, Ponte Preta e Tombense. Lembrando que o Galo tem contrato com a Libra até 2029. O Flamengo vem conseguindo desagradar a todos os parceiros do bloco. As críticas mais graves são do Palmeiras.
Ramón Díaz mantém mistério e avalia mudanças no Inter para enfrentar o Atlético-MG

Técnico busca soluções em meio à crise e pode promover alterações táticas e técnicas no time O Inter vive dias de incerteza e cobrança às vésperas do duelo decisivo contra o Atlético-MG, neste domingo, às 18h30min, no Beira-Rio. Após duas derrotas consecutivas fora de casa — para Bahia e Fluminense —, e sob críticas pela postura apática da equipe, o técnico Ramón Díaz mantém total reserva sobre a escalação. A situação é tão instável que, internamente, a avaliação é de que qualquer mudança é possível. Em meio à crise técnica e anímica, o treinador argentino tem testado diferentes formações e nomes nos treinos no CT Parque Gigante. O objetivo é encontrar uma estrutura capaz de devolver competitividade e equilíbrio a um time que tem demonstrado fragilidade tanto na defesa quanto no ataque. A ideia, segundo pessoas próximas à comissão técnica, é ajustar o modelo ao contexto do jogo, mais do que seguir um sistema fixo. Desde que assumiu o comando, Ramón Díaz disputou oito partidas e já alternou entre dois esquemas principais. O argentino começou apostando no 4-4-2 com losango no meio-campo, buscando superioridade no setor central. Porém, foi no 3-5-2 que o Inter mostrou seu melhor futebol — justamente na vitória sobre o Botafogo, no Beira-Rio, quando a equipe colorada apresentou intensidade e compactação defensiva, não sofreu gols e marcou dois. Nos últimos jogos, contudo, as ideias se perderam. No Maracanã, diante do Fluminense, o Inter mudou de formação três vezes durante a partida, sem conseguir reagir. O resultado foi mais uma atuação desorganizada, marcada por lentidão ofensiva e erros de marcação. Agora, com o time pressionado e a torcida convocada para lotar o estádio, Ramón Díaz tenta reconstruir o ambiente e o modelo de jogo. O treinador deve decidir nos próximos dias se volta à linha de três zagueiros, hipótese mais provável, ou se aposta novamente em uma formação mais tradicional. Certo, por enquanto, é que o Inter entra em campo em busca de reação. Afinal, como se mantém muito próximo da parte de baixo da tabela, precisa dos três pontos de qualquer jeito.
Eleição para presidente do Grêmio tem primeiro turno nesta quinta-feira

Odorico Roman, Paulo Caleffi e Jorge Bastos disputam o voto no Conselho Deliberativo. Segundo turno será no dia 8 de novembro O Grêmio começa nesta quinta-feira, às 19h, com a segunda chamada às 19h30min, a definir o novo presidente para o triênio 2026-28. O primeiro turno da eleição acontece no Conselho Deliberativo, com três candidatos na disputa: Odorico Roman, Paulo Caleffi e Jorge Bastos. No Auditório da Arena, o pleito terá um colégio eleitoral de 351 votos possíveis. São 300 conselheiros eleitos, mais 18 conselheiros natos (ex-presidentes do clube, ex-presidentes e vices do Conselho Deliberativo) e 33 jubilados. A previsão é de que o processo de apuração demore de duas a três horas até o anúncio do resultado. As chapas que superarem a cláusula de barreira, de 20% dos votos válidos, avançam, quando os associados vão votar no segundo turno, a ser realizado no dia 8 de novembro. Economista, Odorico Roman é apoiado pelo grupo político ligado a Celso Rigo e Marcelo Marques, que chegou a ser pré-candidato a presidente, mas resolveu se retirar do cenário eleitoral no final de setembro. Vice-presidente e diretor de futebol entre 2016 e 2017, ele vai para a sua segunda eleição seguida. Em 2022, perdeu para Alberto Guerra, obtendo 6.181 votos (41,5%) dos associados. Ao lado de Odorico, seis nomes compõem a chapa para o Conselho de Administração: Eduardo Schumacher, Fábio Rigo, Antonio Dutra Júnior, Paulo Grings, Carlos Dressler e Juliano Franczak (Gaúcho da Geral). Caso ele seja eleito, Alex Leitão será o CEO do clube. Aos 51 anos, o profissional tem mais de 20 anos de liderança em operações globais de futebol e negócios. Recentemente, ele foi CEO do Neom SC, da Arábia Saudita. Também foi CEO do Athletico-PR em 2024 e do Orlando City entre 2015 e 2022. Advogado, Paulo Caleffi foi vice de futebol na gestão de Alberto Guerra, ocupando o cargo por cerca de seis meses. Segundo o ex-dirigente, o motivo alegado para a sua saída foi o embate com o imprensa, que ocorreu após a polêmica envolvendo uma possível aposentadoria do centroavante Luis Suárez. Ao lado de Caleffi, seis nomes compõem a chapa para o Conselho de Administração: Pedro Dal Magro, Richard Gurski, Roger Fischer, Ricardo Sessegolo, Antônio Vicente Nunes e Luigi Gerace. Caso ele seja eleito, Danrlei e Maicon estão confirmados para compor o departamento de futebol. Enquanto o CEO será Jeronimo Santos, ex-CEO do Grupo Ipiranga, Cezar Lindenmayer, ex-diretor financeiro do Grupo Josapar e do Grupo SLC Alimentos, vai ser o CFO. Último candidato a entrar na disputa, Jorge Bastos é administrador e presidente do movimento Grêmio Novo. Ele foi vice-presidente do Grêmio na gestão de Paulo Odone, em 2005 e 2006, época do título da Série B com a Batalha dos Aflitos. Já foi candidato à presidência em 2014, mas não conseguiu passar para a disputa do voto do associado. Ao lado de Bastos, seis nomes compõem a chapa para o Conselho de Administração: Rodrigo Karan, Mauricio Pereira, Gabriel de Mello, Donato Hubner, Flávio de Vasconcellos e Luiz Jacomini Filho. Caso ele seja eleito, não há confirmação das pessoas que vão ocupar os cargos no departamento de futebol. Porém, em entrevista para o programa “Ganhando o Jogo”, da Rádio Guaíba, o candidato revelou ter apreço por Paulo Pelaipe, que está no Cruzeiro. Depois de ser eleito em 8 de novembro, o novo presidente precisará aguardar cerca de um mês para tomar posse. Pelo estatuto, a nova gestão só poderá assumir após o fim da participação do clube nas competições. Isso ocorre em 7 de dezembro, contra o Sport.
Antes de pegar o Inter, Atlético-MG vence o Independiente del Valle e classifica para a final da Sul-Americana

Galo aguarda agora o vencedor do duelo entre Lanús e Universidad do Chile O Atlético-MG garantiu sua vaga na final da Copa Sul-Americana ao derrotar o Independiente del Valle por 3 a 1, na noite desta terça-feira (28), na Arena MRV, em Belo Horizonte. No primeiro confronto, no Equador, as equipes haviam empatado por 1 a 1. Com o resultado, o Atlético-MG aguarda agora o vencedor do duelo entre Lanús e Universidad do Chile, que empataram por 2 a 2 no jogo de ida em Santiago. As duas equipes se enfrentam nesta quinta-feira na Argentina. A grande final da Sul-Americana está marcada para 22 de novembro, no estádio Defensores del Chaco, em Assunção. No próximo domingo, o Atlético-MG encara o Inter, às 18h30min, no estádio Beira-Rio, pelo Brasileirão. O Galo tem 36 pontos no campeonato, um a mais que o Colorado. Os dois times ainda lutam para escapar da parte debaixo da tabela de classificação. Pressão e gols rápidos Com apoio intenso da torcida que lotou a MRV Arena, o time do técnico Jorge Sampaoli partiu para o ataque desde o início, alternando jogadas pelos lados e pressionando a saída de bola do Del Valle. O time equatoriano tentou “travar” o jogo com a prática de “cera”, mas o Atlético-MG manteve a pressão. Aos 35 minutos, após uma blitz de finalizações e uma grande defesa do goleiro Villar, Arana abriu o placar, fazendo a torcida explodir. O gol desestruturou o Del Valle. Pouco depois, aos 42 minutos, em nova saída de bola errada dos equatorianos, Dudu roubou a bola no meio de campo, fez uma grande jogada e tocou com classe para Bernard, que tocou por cima de Villar para ampliar a vantagem atleticana. Segundo tempo dramático O segundo tempo começou em alta velocidade, com Dudu se mantendo como destaque na criação. No entanto, o Del Valle conseguiu diminuir o placar aos 18 minutos, em um momento de apreensão para a torcida. Arroyo chutou forte, Everson espalmou para dentro da área e Spinelli aproveitou o rebote para fazer o primeiro gol do time equatoriano. O jogo ficou dramático, com o Del Valle ganhando confiança e partindo em busca do empate. O Atlético recuou, mas foi beneficiado por mais um erro da zaga adversária. Aos 28 minutos, Júnior Alonso lançou e a bola sobrou limpa para Hulk marcar o terceiro gol atleticano, quebrando um jejum de 15 jogos e alcançando o 499º gol de sua carreira. A partir daí, o clima na MRV Arena foi de euforia, com a vitória se consolidando em 3 a 1.
Inter: Barcellos admite problemas, mas adia mudanças para depois do Brasileiro

Presidente colorado concedeu entrevista nesta terça-feira para conclamar a torcida a ajudar o time na reta final da temporada Alessandro Barcellos deixou claro, em entrevista concedida ontem, após o treino no CT Parque Gigante, que não haverá mudanças no departamento de futebol ou na comissão técnica neste momento. Apesar de admitir insatisfação com o desempenho da equipe, o presidente afirmou que o foco deve ser a recuperação dentro de campo, e não trocas estruturais. Afinal, a prioridade é escapar das últimas posições do Campeonato Brasileiro, deixando para trás a possibilidade de rebaixamento. Além disso, o dirigente convocou a torcida a apoiar a equipe colorada, principalmente nos quatro jogos que o Inter terá no Beira-Rio até o fim do ano, começando por este domingo, contra o Atlético-MG. “Esse é o grupo que nós temos, a comissão que nós temos e o departamento que nós temos até o final do ano. Agora é momento de acumular forças”, afirmou Barcellos, em tom de firmeza. “Tudo será objeto de analise depois que a gente resolver esse momento difícil que estamos passando. Por isso, a gente faz esse apelo e esse reconhecimento que as coisas não aconteceram como deveriam ocorrer e agora temos que sair dessa situação, que é bem difícil. Mas só conseguiremos superar isso se estivermos juntos. Não se trata de gostar ou não do presidente atual. Se trata de gostar, amar e torcer pelo Inter. Me comprometo a fazer a avaliação no final do ano, mas esse é o momento de acumular forças”, afirmou Barcellos. O presidente reconheceu que o Inter vive um momento de forte pressão. As derrotas consecutivas para Bahia e Fluminense deixaram o time na parte inferior da tabela, com apenas 38% de aproveitamento sob o comando de Ramón Díaz. A distância para a zona de rebaixamento é pequena, e o confronto com o Atlético-MG é tratado como decisivo. Em vários trechos da entrevista, Barcellos enfatizou que também está insatisfeito com o atual momento do futebol colorado. No entanto, ele pediu serenidade e união para enfrentar as oito rodadas finais do campeonato. “Em nome da instituição, venho pedir o apoio do torcedor. O torcedor que nunca nos abandonou e vai, tenho certeza, fazer a diferença nas últimas oito rodadas”, declarou. O dirigente contou que o clube passou por um replanejamento interno após as derrotas fora de casa, com o objetivo de reorganizar o ambiente e aproximar a torcida. “Não é o presidente aqui, ou o dirigente A, B ou C, mas é o Inter. Precisamos estar juntos e conectados para sair desse momento difícil”, disse. Barcellos também negou que existam atrasos salariais, garantindo que todos os compromissos estão sendo cumpridos. “Todas as movimentações salariais desde o início do ano foram pactuadas e cumpridas. Neste momento não é diferente”, afirmou. O presidente ainda destacou a necessidade de recuperar o aspecto anímico da equipe, reconhecendo que a confiança dos jogadores está abalada. Em tom mais pessoal, Barcellos lembrou que o clube já superou fases mais complicadas e conclamou a torcida à união. “Eu, como torcedor, já fui convocado em momentos até mais difíceis do que este. Não estamos no Z-4 e ainda temos oito jogos pela frente. Temos que afastar as divergências e olhar para o clube”, finalizou Barcellos.
Grêmio tem quatro jogadores com contrato encerrando no final do ano

Edenilson assumiu a titularidade recentemente e tem agradado o técnico Mano Menezes Faltando dois meses para acabar o ano, o Grêmio tem quatro atletas com contrato se encerrando no dia 31 de dezembro de 2025: os laterais-esquerdos Marlon e Enzo, e os meio-campistas Edenilson e Alex Santana. Dessa lista, o único que tem situação bem encaminhada é Marlon, já que bateu a meta de 25 jogos como titular que obriga o Tricolor a comprá-lo do Cruzeiro. O lateral chegou ao clube gaúcho em abril, na janela de transferências dos estaduais. Rapidamente, ele se tornou um dos pilares da equipe comandada por Mano Menezes. Até o momento, Marlon disputou 27 partidas com a camisa tricolor e distribuiu três assistências. Para ficar com o jogador em definitivo, o Grêmio vai desembolsar, após o término do Brasileirão, ao Cabuloso: 3,5 milhões de euros (R$ 23 milhões, na cotação da época). Edenilson é o outro titular em final de contrato. O meio-campista, que completa 36 anos em dezembro, assumiu a titularidade recentemente. Desde 2024 na Arena, o camisa 8 soma 77 jogos, com seis gols marcados e oito assistências distribuídas. Embora tenha o desejo de permanecer em Porto Alegre para a próxima temporada, a definição envolvendo Edenilson só vai acontecer depois da eleição para presidente, além de passar por uma avaliação da comissão técnica que estará no clube em janeiro de 2026. Emprestado pelo Corinthians na última janela de transferências, Alex Santana não conseguiu se firmar com a camisa gremista. Diante desse cenário, a tendência é de que o volante retornar ao clube paulista ao final da temporada. Neste momento, ele se recupera de lesão muscular na panturrilha direita. O camisa 80 pode voltar a ficar à disposição na volta da data Fifa de novembro, quando o Grêmio vai receber o Vasco, na Arena, pela 34ª rodada. Último reforço do ano, Enzo chegou emprestado pelo CSA. Reserva de Marlon e Lucas Esteves, o atleta ainda não atuou em uma partida oficial pelo Grêmio e aguarda pela oportunidade. A opção de compra é de R$ 2 milhões por 80% dos direitos econômicos.
Chuva próxima de 50 milímetros e vento forte derrubam duas árvores em Porto Alegre

Ocorrências monitoradas pela EPTC são nos bairros Moinhos de Vento e Lami A chuva chegou a Porto Alegre entre a noite de terça-feira e a manhã de quarta, provocando a queda de duas árvores, uma na rua 24 de Outubro, próximo ao numeral 1085, no bairro Moinhos de Vento, com controle de pista pela Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), e outra árvore na rua Luiz Corrêa da Silva, próximo ao 150, com desvio pelas estradas do Varejão e Otaviano José Pinto. De acordo com a Defesa Civil Municipal, entre às 17h de terça e 7h de hoje, o acumulado de precipitações chegou a 48,9 milímetros na Vila Nova Brasília, no bairro Sarandi, o maior índice da cidade, além de 47,6 milímetros no Guarujá, 46,6 milímetros no Passo das Pedras, 45,8 milímetros no Lami e 42,69 milímetros na região da avenida Assis Brasil, também no Sarandi. Há um alerta meteorológico em vigor pela Prefeitura, indicando até a manhã de hoje chuvas em todas as regiões da cidade, com possibilidade de pancadas. Não se descarta a chance de alagamentos pontuais devido a sobrecarga do sistema de drenagem, diz o texto da Administração. As rajadas de vento, por sua vez, que também estavam previstas, alcançaram 66,7 quilômetros por hora no Aeroporto Internacional Salgado Filho. Não há pontos de acúmulo de água na Capital, de acordo com a EPTC. Conforme a MetSul Meteorologia, a chuva nesta quarta atinge a maioria das regiões e atua mais na metade Leste gaúcha, e não deve chover junto à Fronteira Oeste e pontos do Noroeste. No Litoral Norte, a precipitação já supera 100 milímetros e deverá prosseguir hoje. O maior montante em 24 horas foi registrado em Maquiné, com 118 milímetros, conforme dados do Centro Nacional de Monitoramento de Desastres (Cemaden), citados pela MetSul. No entanto, apesar da chuva forte, a Defesa Civil Estadual informou que nenhuma cidade reportou danos até o momento.
Rio de sangue: quais serão as próximas ações contra o crime?

Corpos ainda estão sendo encontrados e a conta parece longe de fechar O nem sempre eficiente enfrentamento ao terror imposto pelas facções criminosas, neste país, viveu mais um dramático capítulo ontem. E naquele que se tornou o símbolo da bagunça e da violência imposta pelos poderes paralelos: o Rio de Janeiro. A megaoperação operação policial nos complexos da Penha e do Alemão, na zona norte da capital carioca encerrou com um saldo de quatro policiais mortos e dezenas de traficantes. Corpos ainda estão sendo encontrados e a conta parece longe de fechar. Mais de 2.500 policiais foram utilizados na operação, que não contou com apoio federal – e aí está a primeira rusga política incompreensível, numa hora tão delicada: saberemos se houve planejamento e pedido de apoio, se não houve, se foi negado, ou tudo vai virar só mais um joguete político sobre responsabilidade, discursos distantes e firulas ideológicas, enquanto policiais e moradores perdem a vida? São Paulo mostrou como um grupo criminoso é ousado e está nem aí, ao monitorar autoridades para assassinar, numa tentativa de deixar claro, como na morte do Delegado Ruy Fontes, que não tem limite e nem medo da lei e muito menos barreira moral. É o caos para as autoridades? Em Fortaleza, um vendedor ambulante foi executado, este mês, por não pagar a taxa semanal à facção – mesma esta que manda lá no Rio e está tomando conta de diversos estados do país. É, o caos ao cidadão comum já é rotina faz tempo em muitas capitais. Situação complexa? Nem tanto. Complexo é entender o monte de imposto que a gente paga e, na maioria das vezes, não dá qualquer retorno. Como nestas comunidades. O que acontece nas favelas do Rio é um pouco mais simples: o Estado some por décadas, se embrenhando nessas comunidades sorrateiro, entre conchavos e alianças oportunistas e corrupções, depois aparece de fuzil em punho, tentando resolver em dois dias o que deixou apodrecer por cinquenta anos. O roteiro é velho, no Brasil: comunidades inteiras abandonadas, escolas sem estruturas decentes, saneamento que nunca chegou, dignidade esquecida, jovens sem futuro – e o tráfico oferecendo o que o governo nunca ofereceu, como pertencimento, poder e um salário pago a preço de pó, pólvora e medo. Aí, quando o barril transborda, o Estado reaparece, tentando apagar incêndio com gasolina. E o país inteiro assiste da janela, entre a indignação e a preguiça. Sim, a operação era necessária. E será necessário muito mais. Não dá pra deixar seja lá que facção criminosa for, e onde for, transformar comunidades em feudos e moradores em reféns. Quem vive lá, sabe: o terror é cotidiano, criança não brinca, mãe não dorme, trabalhador desce o morro pedindo licença para viver, ambulância não entra porque tem barricada, assim como não entra o recolhimento do lixo, o táxi, o uber, a van escolar, a entrega de remédio, coisa nenhuma. Não é só para barrar caveirão, como os desavisados pensam. É para escravizar, torturar, extorquir quem mora sob o jugo desses poderes criminosos. Para que eles cobrem tudo do jeito e nos valores que bem entendem. Quem não aceitar, é expulso ou morre. Quantas famílias simplesmente são expulsas de casa pelos criminosos, todos os dias, em diversas cidades do Brasil? Há quem enfrente. Há quem acredite. Ninguém acorda policial para morrer por nada. Esses quatro homens, dois policiais civis e dois integrantes do BOPE, sabiam do risco. E mesmo assim foram. E tombaram, heroicamente, defendendo um ideal e uma sociedade que talvez só vá existir nos sonhos dos que ainda tem fé, porque, apesar da falência moral do Estado, ainda há quem aposte que vale a pena vestir um uniforme ou uma farda em nome de convicções. Que o dever não é piada. Que proteger o cidadão e a cidadania, mesmo num cenário de guerra, mesmo com o sacrifício quase óbvio da própria vida, é o que ainda separa a civilização da barbárie. E, no entanto, é curioso: quando o policial erra, vira manchete. Quando acerta, vira estatística. Essa preocupação de hoje com a “letalidade da operação” parece esquecer que quem começou essa contabilidade de sangue foi o crime — aquele que nunca respeitou feriado, lei ou direitos humanos. É fácil pedir “diálogo” quando quem tem o fuzil apontado pra cabeça é o outro. E só isso certas autoridades brasileiras parecem serem doutos: não sabem o que acontece. Não sabem o que o povo passa. No fim, o Rio segue o mesmo: o morro chora, o asfalto opina, e o Estado faz de conta que está resolvendo. E some. E se atrapalha. E negocia. Até a próxima operação. Até os próximos velórios. Até a próxima opinião distante e contundente de um especialista qualquer sobre “a complexidade do problema”, na voz de quem jamais enfiou o pé naquela lama manchada de sangue e dor. O que se fará agora? O que se fará depois? A ação vai continuar? O estado vai recuperar para si a dignidade desses lugares e fazer tudo, mas tudo mesmo, o que precisa ser feito? Pois os traficantes seguirão recrutando adolescentes com a mesma eficiência com que o poder público produz desculpas, intrigas e cria barreiras, na sua briga entre poderes, cujo único resultado prático é fortalecer a sua ineficiência. Ou apelidar a inércia de proteção. Já os policiais continuarão indo ao combate diário. Sem aplausos, sem glamour. Porque, no fundo, alguém precisa acreditar em algo. Para tentar impedir que o inferno tome conta de tudo.
Por que virada contra LDU é maior desafio da era Abel no Palmeiras em ano de investimento recorde

Treinador tem a dura missão de inverter placar de 3 a 0 na semifinal da Conmebol Libertadores após jogo ruim em Quito e se vê pressionado em ano de altos e baixos Abel Ferreira terá pela frente o maior desafio desde que assumiu o Palmeiras, em novembro de 2020. Na quinta-feira, às 21h30 (de Brasília), o Verdão precisa vencer a LDU por mais de três gols de diferença para avançar à final da Conmebol Libertadores (se ganhar por três gols, a decisão da vaga será na disputa por pênaltis). Esta será a primeira vez que o treinador português terá que inverter um placar tão elástico em um mata-mata pelo clube. A maior derrota de Abel em fase eliminatória pelo Palmeiras acontece justamente na temporada em que o clube fez todos os esforços para dar a ele uma equipe capaz de brigar pelos grandes títulos. Agora, ele e a comissão técnica têm a missão de dar uma resposta imediata em meio a um cenário que se tornou bem complicado para provar que o recorde de investimento da diretoria (R$ 688 milhões) foi uma decisão acertada. Após um 2024 com apenas o título do Campeonato Paulista, o Palmeiras mudou a filosofia de contratações para este ano e decidiu ir atrás de jogadores prontos e que necessitavam de importantes investimentos. A diretoria, portanto, acertou com 12 jogadores em 2025 e gastou aproximadamente R$ 688 milhões, valor recorde do clube em uma só temporada. O retorno esportivo, então, se tornou quase uma obrigação para Abel. Até o início da semana passada, o Palmeiras vinha em evolução e dava indícios de que chegar à final da Conmebol Libertadores seria um caminho natural. Mas as derrotas para Flamengo, pelo Brasileirão, e LDU no jogo de ida da semifinal, ligaram um sinal de alerta. A partida em Quito foi tratada pelo clube como “catastrófica”. Outros momentos de pressão O ano de 2025 talvez tenha sido aquele com mais altos e baixos para Abel Ferreira no comando do Palmeiras. O vice-campeonato do Paulistão para o Corinthians foi o primeiro grande momento de tensão. Como era início de temporada e a reformulação estava em andamento, a pressão foi controlada. A eliminação nas oitavas de final da Copa do Brasil para o mesmo rival, meses depois, porém, foi um choque. Abel foi xingado por grande parte da torcida no Allianz Parque por não ter conseguido inverter a derrota no jogo de ida. Dentro de casa, uma nova derrota culminou numa crise, logo abafada pela melhora do time. A falta de uma virada de mata-mata que não seja no Campeonato Paulista é algo que incomoda a torcida e coloca pressão no treinador. Nesses cinco anos de Abel no Palmeiras, ele só conseguiu inverter partidas eliminatórias após sair atrás no Paulistão. A mais emblemática delas foi diante do São Paulo. Na final do estadual de 2022, o Verdão perdeu o jogo de ida para o rival por 3 a 1 e, com um 4 a 0 no Allianz, faturou o título daquela edição. A volta por cima Desde a derrota no jogo de ida contra a LDU, na quinta-feira, o Palmeiras tem adotado um discurso otimista de que a próxima quinta-feira pode ser uma noite mágica no Allianz Parque. O bom retrospecto recente em casa desperta a esperança de que uma goleada pode acontecer contra a LDU. A força da torcida e o entrosamento dentro de casa serão as armas para Abel sair dessa encruzilhada.