Ameaça de bomba mobiliza o Bope na zona Leste de Porto Alegre

Batalhão da BM recolheu o artefato e identificou que se tratava apenas de um celular Uma suspeita de bomba mobilizou o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) da Brigada Militar (BM) na tarde desta quarta-feira, no bairro Coronel Aparício Borges, na zona Leste de Porto Alegre. O chamado foi registrado por volta das 15h20min, após um morador da rua Coronel Rego informar, pelo fone 190, que uma sacola envolvida com fita preta e emitindo uma luz vermelha havia sido arremessada em seu pátio. De acordo com o Bope, equipes do batalhão de área foram até o local e isolaram o perímetro, com o apoio do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e do Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul (CBMRS) Na sequência do atendimento à ocorrência, uma equipe de técnicos explosivistas do Bope realizou a análise do objeto. Após o procedimento padrão de segurança, o artefato foi levado para detonação controlada, mas os policiais verificaram que o material não apresentava risco, pois se tratava apenas de um telefone celular, sem potencial explosivo. Segundo o batalhão, a ocorrência teve um desfecho rápido, por ter ocorrido em local próximo da sede do Bope. A operação foi encerrada por volta das 17h30, sem feridos e sem maiores transtornos à vizinhança.
IA com intervenção humana mínima chega ao mercado em massa em 2026, prevê estudo

Pesquisa ouviu 400 líderes de tecnologia em seis países A pesquisa “O Impacto da Tecnologia em 2026 e além: um estudo global do IEEE”, realizada entre 11 e 17 de setembro de 2025 com 400 líderes de tecnologia (CIOs, CTOs, diretores de TI) de grandes organizações no Brasil, China, Índia, Japão, Reino Unido e EUA, prevê a adoção da Inteligência Artificial agêntica (IA agêntica) no mercado de consumo em massa já em 2026. O estudo é do Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE). A IA agêntica é definida como uma tecnologia inovadora que, ao contrário da IA tradicional, pode definir metas, planejar e executar tarefas com intervenção humana mínima, funcionando como um “assistente inteligente”. Globalmente, a adoção em massa da IA agêntica é esperada principalmente para uso como assistente pessoal, organizador de agenda ou gerenciador de calendário familiar (52%). Outras aplicações importantes incluem gerente de privacidade de dados (45%), monitor de saúde (41%), automatizador de tarefas e afazeres como pedidos de supermercado (41%), e curador de notícias e informações (36%). Entre os líderes brasileiros, 60% preveem essa adoção em massa em 2026, destacando o uso como gerenciadores de privacidade digital (52%) e para gerência de contas ou assinaturas (50%). O crescimento da IA agêntica impulsionará uma onda de contratações de analistas de dados. A grande maioria dos líderes globais (91%) concorda que o uso dessa tecnologia para analisar grandes volumes de dados crescerá em 2026, estimulando a contratação de analistas para avaliar a precisão dos resultados, transparência e vulnerabilidades. As habilidades mais procuradas em candidatos para funções relacionadas à IA em 2026 são habilidades de análise de dados e habilidades de práticas éticas de IA, que lideram globalmente (38% e 44%, respectivamente) e no Brasil (58% e 54%, respectivamente). Setores mais impactados Os setores que devem passar pela maior transformação devido à IA em 2026 são o desenvolvimento de software (52% globalmente; 60% no Brasil) e serviços bancários e financeiros (42% globalmente; 48% no Brasil). Saúde (37%) e automotivo e transporte (32%) também são citados globalmente, enquanto mídia e entretenimento (48%) é um destaque brasileiro. As principais aplicações da IA serão a identificação em tempo real de vulnerabilidades de cibersegurança e prevenção de ataques (47% globalmente; 56% no Brasil) e o auxílio e/ou aceleração do desenvolvimento de software (39% globalmente; 52% no Brasil). A IA também influenciará outras tecnologias, sendo as áreas mais citadas globalmente e no Brasil a robótica (52% globalmente; 56% no Brasil), realidade estendida (XR) (36% globalmente; 38% no Brasil) e veículos autônomos (35% globalmente; 38% no Brasil).
Sob pressão, Alessandro Barcellos vive o momento mais delicado de sua gestão no Inter

Presidente colorado enfrenta críticas da torcida, desgaste político interno e enfraquecimento de sua base de apoio em meio à crise do clube dentro e fora de campo A travessia de Alessandro Barcellos pelo comando do Inter está próxima de chegar ao final do seu quinto ano cercada de turbulências. Eleito no final de 2020 para um mandato de três anos, o dirigente buscou e conquistou a reeleição em 2023, garantindo-se à frente do clube até o fim de 2026. Quando concluir seu ciclo, Barcellos será o presidente mais longevo da história colorada, mas dificilmente atravessou um período tão solitário e desgastante quanto o atual. O dirigente vive uma crise sem precedentes. Sob sua gestão, o Inter acumula decepções em campo, enfrenta dificuldades financeiras e convive com resultados preocupantes também fora das quatro linhas, como os sucessivos insucessos nas categorias de base e o declínio do futebol feminino, que sequer chegou à final do Gauchão deste ano. Além disso, o clube é alvo frequente de cobranças públicas por outros clubes de dívidas não pagas. A soma de todos esses fatores levou a uma pressão generalizada, que atinge o clube em todas as frentes e isola cada vez mais o presidente. Barcellos, antes figura central nas comunicações do clube, passou a adotar um perfil discreto. Reduziu suas aparições públicas e quase não concede entrevistas. A última vez em que falou oficialmente foi em 28 de outubro, na semana que antecedeu o empate sem gols com o Atlético-MG, no Beira-Rio. De lá para cá, o silêncio se tornou estratégia, e também reflexo de um ambiente que lhe é hostil. Em todas as vezes em que aparece em público, o presidente é recebido com vaias e críticas. A insatisfação da torcida transbordou das arquibancadas para as ruas e redes sociais. Em jogos recentes, torcedores distribuíram panfletos cobrando mudanças na condução do clube e questionando diretamente a gestão de Barcellos e de outros dirigentes do conselho de gestão. Os protestos, que começaram de forma pontual, tornaram-se cada vez mais frequentes, simbolizando o esgotamento da paciência dos colorados. Mas o desgaste não vem apenas das arquibancadas. Internamente, Barcellos também vê ruir a base política que o sustentou nas duas eleições. Aliados de primeira hora começam a se movimentar em busca de caminhos próprios. Pelo menos um integrante da atual diretoria já manifestou em reuniões políticas o desejo de concorrer à presidência do Inter no final do próximo ano. Outro movimento que compõe a base da gestão, o Povo do Clube — que tem Ivandro Morbach como um dos vice-presidentes do Conselho de Gestão —, também avalia lançar candidatura própria. Esses movimentos indicam um claro enfraquecimento da sustentação política de Barcellos. A fragmentação de sua base pode impedir que ele consiga indicar um sucessor que represente a continuidade de sua administração. A tendência é que o próximo pleito colorado ocorra em meio a um ambiente de disputa intensa, marcado por críticas e a promessa de renovação. A trajetória de Barcellos no Inter começou com o discurso de modernização administrativa e recuperação do protagonismo esportivo. Passados quase cinco anos, porém, o cenário é bem diferente. O clube, que ainda luta contra o rebaixamento no Brasileirão, enfrenta um desequilíbrio financeiro crescente. Se escapar da queda, Barcellos pretende reajustar a rota em janeiro, fazendo mudanças inclusive no departamento de futebol para, no mínimo, não sofrer tanto no último ano de sua gestão.
Incêndio atinge casa e obriga retirada de idosas na Cidade Baixa, em Porto Alegre

Residência fica na rua Lima e Silva Um incêndio atingiu uma casa e provocou a retirada de duas idosas na manhã desta quarta-feira no bairro Cidade Baixa, em Porto Alegre. O fogo foi controlado logo após a chegada do Corpo de Bombeiros e só atingiu a parte da frente da residência que fica na rua Lima e Silva. Em entrevista à Record, o capitão Vasconcellos, que coordenou o combate às chamas, relatou que o registro do incêndio chegou à Corporação através de uma ligação. “Quando chegamos, populares nos avisaram de que havia duas pessoas dentro da casa. Inicialmente, o fogo tomou conta da parte da frente da residência. Tivemos que debelá-lo para poder retirá-las, já que dormiam na parte dos fundos”, disse. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e atendeu as duas idosas que estavam na casa. Vasconcellos contou ainda que a residência fica num terreno extenso e que o fogo só atingiu a parte da frente. As causas do incêndio ainda são desconhecidas, mas os bombeiros notaram que um aparelho de café estava ligado na tomada e talvez tenha provocado as chamas. O caso, porém, ainda será investigado.
Nova ponte do Guaíba: demolição de casas em bairro de Porto Alegre avança, e famílias recebem recursos para desocupação

Recurso de convênio assinado entre Estado e prefeitura de Porto Alegre garante R$ 1 mil mensais enquanto moradores aguardam reassentamento definitivo A partir desta semana, 39 famílias deverão começar a receber recursos do programa Estadia Ponte para poderem desocupar suas casas na vila Voluntários, zona Norte de Porto Alegre, para a continuidade dos trabalhos de demolição de residências no bairro Farrapos. O processo, realizado pelas equipes do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), é necessário para o prosseguimento das obras da nova ponte do Guaíba. De acordo com a autarquia, já foram demolidos 62 imóveis, sendo 59 na Vila Voluntários e três na Vila da Areia. Atualmente, os trabalhos estão concentrados nos lotes 3 e 4. O recurso é oriundo do convênio assinado entre o governo do Estado e a prefeitura de Porto Alegre no início de outubro, que repassou R$ 9,9 milhões para o reassentamento das famílias que precisam sair do local. O valor, do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs), assegura R$ 1 mil mensais por 12 meses, podendo ser renovado pelo mesmo período, para as famílias que ainda não foram contempladas com o programa Compra Assistida, da Caixa Econômica Federal, enquanto aguardam reassentamento definitivo. Essa primeira parcela será destinada às famílias dos lotes 3 e 4, e uma família do lote 13 que também precisará desocupar a residência. Porém, para a demolição do restante das casas, a autarquia informa que depende da saída de famílias que receberão o benefício do Estadia Ponte, ou recebimento da casa definitiva. Em frente à rua Voluntários da Pátria, abaixo da ponte, está acampado Geicimar Abreu Santos, 31 anos. Ele afirma que morava no lote 2, e alegou não ter conseguido se realocar até a demolição de sua casa. Segundo o morador, há pelo menos outras 10 pessoas acampando no local. “Eles [prefeitura] pediram pra liberar [a casa] em 15 dias, em 15 dias não teve como achar a casa, só estava trabalhando aqui na reciclagem, não tinha como sair de um lado para o outro. Vieram com a máquina e derrubaram tudo”, alega. Geicimar, que afirma vir de Santa Maria a Porto Alegre no início do ano passado em busca de trabalho, morava de aluguel, e também afirma não receber nenhuma informação sobre seu benefício. O diretor-geral do Departamento Municipal de Habitação (Demhab), André Machado, no entanto, afirmou que desconhece a situação do morador do lote 2 e que muitas pessoas tentaram ocupar o local depois da ordem de demolição para ter direito ao benefício. Ele reforçou que todas as famílias que moravam nas residências demolidas dos lotes 1 e 2 foram remanejadas “de maneira segura” e conseguiram ser habilitadas em outro espaço, ou pelo programa Compra Assistida, ou pelo Estadia Solidária. “Já tiramos 103 famílias do lote 1 e 2, que foram todos, todos acolhidos”, afirmou. “Nosso trabalho é feito com base no cadastramento pelo DNIT lá no passado, além do trabalho realizado com as lideranças comunitárias e com a Defensoria Pública da União”, completa.
Polícia deflagra Operação Resposta no combate aos crimes de tráfico, homicídios e lavagem de dinheiro

Ação visava o cumprimento de 35 mandados de prisão preventiva e 35 de busca e apreensão em diversas cidades do RS; 26 pessoas foram presas Na manhã desta quarta-feira, a Polícia Civil, por meio da 4ª Delegacia de Investigação do Narcotráfico (4ª DIN/Denarc), deflagrou a Operação Resposta, com o objetivo de combater uma organização criminosa com atuação em municípios da Região Noroeste, Região Metropolitana e interior do Estado. O grupo é investigado por envolvimento em crimes de tráfico de drogas, homicídio e lavagem de dinheiro. As ações operacionais realizadas nesta manhã tiveram como foco o cumprimento de 35 mandados de prisão preventiva e 35 mandados de busca e apreensão nos municípios de Frederico Westphalen, Palmeira das Missões, Lajeado do Bugre, Rosário do Sul, Canoas, Charqueadas e Porto Alegre, além de localidades rurais adjacentes utilizadas como pontos de armazenamento e circulação de entorpecentes. Cerca de 185 policiais civis participaram das diligências, que resultaram em 26 pessoas presas. Também foram apreendidas três armas de fogo. A investigação teve origem a partir dos desdobramentos da Operação Leviatã, deflagrada em 2024. Na ocasião, foram apreendidas aproximadamente 1,8 tonelada de maconha, o que motivou o aprofundamento das diligências investigativas. As análises subsequentes permitiram identificar a atuação de uma estrutura logística e financeira organizada, responsável, em um período aproximado de dois meses, pela movimentação de mais de oito toneladas de maconha, 200 kg de cocaína e aproximadamente 400 kg de crack, destinadas à distribuição em diversas regiões do Estado. A estimativa econômica dessas operações ilícitas indica que o grupo criminoso movimentou mais de R$ 25 milhões no mercado clandestino de entorpecentes durante o período analisado, evidenciando elevada capacidade operacional e financeira. Em decorrência da continuidade das investigações, no dia 27 de junho de 2024, foram cumpridos 86 mandados de prisão e 147 mandados de busca e apreensão. Durante o cumprimento das medidas, uma residência localizada na cidade de Lajeado do Bugre, identificada como ponto de armazenamento e circulação de valores e substâncias ilícitas, foi alvo de diligência policial. No local, os policiais foram recebidos com disparos de arma de fogo, circunstância que reforçou o alto potencial ofensivo e a periculosidade da estrutura investigada. Na ocasião, houve a prisão em flagrante do indivíduo responsável pelos disparos, bem como a apreensão de armamentos e munições, confirmando o uso de estrutura armada para resguardar o funcionamento da atividade criminosa. Segundo a delegada Ana Flávia Leite, titular da 4ª DIN/Denarc, a partir desse episódio teve início a Operação Resposta, deflagrada nesta quarta-feira, voltada à repressão qualificada do braço desta organização criminosa ao qual se vinculavam os envolvidos nos disparos. “A análise de dados telemáticos e financeiros permitiu identificar três núcleos estruturados e interligados: o logístico, responsável por receber, armazenar e distribuir entorpecentes; o financeiro, voltado à movimentação e ocultação de valores ilícitos mediante fracionamento, contas de passagem e uso de interpostas pessoas e empresas de fachada; e o prisional, de onde partiam orientações e deliberações estratégicas, mesmo com integrantes recolhidos”, explicou a delegada. Ainda de acordo com Ana Flávia, os elementos apurados indicam articulação direta com um indivíduo custodiado em unidade prisional federal, que exercia influência hierárquica na definição das diretrizes do grupo. “Há indícios de que integrantes da estrutura tenham atuado na execução de homicídio de um agente político municipal e no planejamento de atentado contra uma magistrada — fatos já investigados em procedimentos próprios —, reforçando a utilização da violência extrema como instrumento de controle e coerção, com potencial de impacto sobre a ordem pública. Também foram constatadas práticas sistemáticas de contravigilância, como troca frequente de aparelhos, segmentação de comunicações e alteração de rotas, demonstrando planejamento e profissionalização do grupo. No campo financeiro, verificou-se a conversão de valores ilícitos em bens e patrimônios incompatíveis com a renda declarada, além de movimentações fracionadas e circulares entre contas de pessoas físicas e jurídicas sem atividade econômica real, bem como o uso de empresas de fachada para dissimulação contábil e integração de capital, caracterizando lavagem de dinheiro em fase estruturada.” Segundo o diretor do Denarc, delegado Carlos Wendt, a Operação Resposta representa a continuidade de uma política de enfrentamento qualificado ao crime organizado, estruturada na articulação intersetorial e na descapitalização das estruturas criminosas. “O foco é atingir a organização em sua base econômica, logística e diretiva, impedindo sua capacidade de regeneração e rearticulação”, afirmou Wendt. Já o diretor de Investigações do Denarc, delegado Alencar Carraro, destacou que a investigação evidencia como o narcotráfico opera em redes estruturadas, com divisão de funções, sistemas de comunicação próprios, mecanismos de lavagem de ativos e capacidade de interferência em dinâmicas locais. “A resposta estatal precisa ser contínua, técnica e articulada, como vem sendo desenvolvida pelo Denarc em todo o Estado”, frisou Carraro. A Operação Resposta foi realizada no âmbito da Operação Nárke, coordenada pela Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência da Senasp/MJSP, que visa integrar as forças de segurança pública na prevenção e repressão qualificada ao tráfico de drogas em todas as unidades da federação.
Lula assina decreto que “descentraliza” e reduz taxas para mercados de vales-refeição e alimentação

Presidente da Abras elogia medida “histórica” que deve gerar mais adeptos à modalidade O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chamou de “oligopólio” o mercado das operadores de vale refeição e alimentação e disse que o decreto de regulamentação do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), assinado por ele nesta terça-feira, 11, vai acabar com essa concentração. Já o presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), João Galassi, disse que a assinatura é “histórica” e terá impacto no setor com potencial de redução de preços para o consumidor. “Acabo de assinar o decreto que vai acabar com o oligopólio de poucas empresas com o vale refeição do trabalhador”, disse Lula durante a assinatura do decreto, como mostra vídeo publicado nas redes sociais. “Hoje é um dia histórico, uma mudança fundamental. Esse governo decidiu descentralizar e fortalecer o PAT no País. O programa a partir de hoje ganhará muito mais força e adeptos, mais desconcentração. É um marco histórico”, salientou Galassi. O decreto foi assinado em reunião fechada no Palácio da Alvorada. Foram poucos os participantes. Além de Galassi, participaram os ministros do Trabalho, Luiz Marinho, da Fazenda, Fernando Haddad, e da Casa Civil, Rui Costa, além do vice-presidente Geraldo Alckmin. Lula optou por um evento menor. O próprio Marinho reconheceu, em entrevista coletiva ao lado de Galassi ao fim do encontro, que não foi possível fazer um acordo com todos os envolvidos. “Mas o governo não pode aceitar a lógica de preservação do lucro que dizem que tem em prejuízo dessa cadeia de empresas pequenas, médias e grandes e prejudicando o trabalhador na ponta”, disse o ministro. Galassi elogiou o governo pela decisão. Disse que promove menos intermediação, mais alimentação. “Esse é o movimento claro e transparente do setor. Qual a grande diferença do Brasil para outros setores de outros países. Somos amplamente desconcentrados. Há alta desconcentração no setor”, afirmou, comparando com outros países, como Argentina, Peru e Chile, onde poucas empresas do setor de supermercados representam a imensa maioria de faturamento do País. Segundo ele, as mudanças promovidas pelo governo federal vão “trazer empresas do arranjo aberto para competir com as outras” e, por meio da ampliação da concorrência, trazer maior valor no voucher alimentação e refeição. Galassi afirmou que haverá “transferência de mais de R$ 10 bilhões que ficam na intermediação para milhões de estabelecimentos em todo o País” e que “todos poderão compartilhar isso com os consumidores no dia a dia”. Também reforçou que a redução no prazo do repasse das operadoras de VA e VR para os estabelecimentos para 15 dias deve fazer com que “pequenas empresas possam também aceitar os vouchers, porque muitas nem aceitam”. “Com o arranjo aberto, automaticamente, o País inteiro, todos os pequenos supermercados passarão a aceitar o VA e VR com o arranjo aberto, o que vai acontecer em seis meses”, disse, reforçando que em até um ano todas as mudanças estarão em vigor, de acordo com o decreto assinado por Lula nesta terça.
Continente americano perde certificação de eliminação do sarampo

Circulação da doença no Canadá por mais de um ano causou alerta O continente americano perdeu o status de região livre de transmissão endêmica do sarampo. A Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) decidiu retirar o certificado após constatar que o vírus do sarampo tem circulado de forma sustentada, no Canadá, há 12 meses, o que configura a transmisssão endêmica da doença. “Se um país na região perde o certificado, a região toda acaba perdendo essa condição”, explicou o diretor da Opas, Jarbas Barbosa, em uma coletiva de imprensa na última segunda-feira, 10. No entanto, Barbosa ressalvou que a perda é reversível. “Enquanto o sarampo não for eliminado em nível mundial, nossa região continuará enfrentando o risco de reintrodução e disseminação do vírus entre populações não vacinadas ou subvacinadas. Nesse momento, nós temos vários surtos de sarampo no mundo, os países da América recebem todos os dias casos importados de outras regiões. Mas nós já demonstramos antes, que com compromisso político, cooperação regional e vacinação sustentada, podemos voltar a ter o certificado na região”, complementou. O Canadá não é o único país com registros da doença nas Américas. Até 7 de novembro de 2025, foram notificados 12.596 casos confirmados de sarampo em dez países, incluindo o Brasil. No entanto, 95% se concentram no Canadá, México e Estados Unidos. O total de casos é 30 vezes maior do que o registrado em 2024. A doença também causou a morte de 28 pessoas: 23 no México, 3 nos Estados Unidos e 2 no Canadá. Sete países estão com surtos ativos: Canadá, México, Estados Unidos, Bolívia, Brasil, Paraguai e Belize, em sua maioria desencadeados por casos importados. Ainda de acordo com a Opas, 89% dos infectados não foram vacinados ou tinham situação vacinal desconhecida. Crianças com menos de 1 ano de idade são as mais afetadas e também as mais propensas a desenvolver complicações pela doença. Até o início da década de 1990, o sarmpo era uma das principais causas de mortalidade infantil e provocava cerca de 2,5 milhões de óbitos por ano, no mundo. “O vírus do sarampo é um dos mais contagiosos. Uma pessoa infectada pode transmitir pra até 18 pessoas. Graças às vacinas, muitas pessoas nunca viram um surto na sua vida, mas o sarampo pode causar complicações sérias como cegueira, encefalite e até mesmo a morte. Crianças pequenas podem ter encefalite quase fatal, anos mais tarde. Pelo menos 95% da população tem que estar vacinada com as duas doses pra gente interromper isso e em todas as comunidades, sem exceção”, alerta o diretor da Opas. Situação no Brasil Apesar de ter registrado casos em 2025, o Brasil ainda mantém o certificado de país livre do sarampo, reconquistado em novembro do ano passado. Ao contrário do que aconteceu no Canadá, aqui não se estabeleceu uma contaminação interna e sustentadada da doença pelo período mínimo necessário. Por enquanto, foram confirmados 34 casos em 2025, sendo um no Distrito Federal, dois no Rio de Janeiro, um em São Paulo, um no Rio Grande do Sul, 25 em Tocantins, um no Maranhão e três no Mato Grosso. A situação mais grave, ocorrida na cidade de Campos Lindos (TO), teve origem com a chegada de quatro pessoas infectadas durante viagem à Bolívia. Elas transmitiram o vírus para outros 18 moradores da comunidade, que tem histórico de resistência à vacinação. Outros três moradores da cidade que não fazem parte da comunidade também adoeceram. Este caso ainda é considerado um surto ativo pelas autoridades sanitárias, já que o último paciente confirmado registrou sintomas no dia 12 de setembro, e é necessário que se passem 12 semanas sem nenhuma outra confirmação para que o surto possa ser considerado encerrado. O presidente da Câmara Técnica para a Eliminação do Sarampo, Rubéola e Síndrome da Rubéola Congênita do Ministério da Saúde, Renato Kfouri, diz que o órgão se reuniu com representantes da Opas neste mês para apresentar a situação do país. “Fizeram poucas recomendações, de intensificar a vigilância e aumentar a cobertura da segunda dose da vacina. Mas os casos de Campos Lindos e do Mato Grosso já mostram isso: nós estamos detectando precocemente os casos, fazendo bloqueio vacinal, e especialmente indo nesses bolsões de baixa cobertura”, acrescentou Kfouri. De acordo com o presidente da câmara técnica, que também é vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, a quantidade crescente de casos, especialmente em países vizinhos, como Argentina e Bolívia, aumenta a preocupação com o Brasil. “São dois pilares que sustentam a nossa situação de zona livre de circulação de sarampo: a vigilância de casos, com a detecção rápida de casos suspeitos, e, claro, a vacinação, com as duas doses. Nossa cobertura está batendo perto de 95% na primeira dose, mas caindo pra 80% na segunda dose”, alerta. A diretora da Sbim, Isabela Ballalai, confirma que as autoridades de saúde e os especialistas já estão em alerta desde o aparecimento dos primeiros casos importados. Ela lembra que o Brasil, além de fazer fronteira com diversos países, também mantém uma circulação frequente de pessoas com os Estados Unidos, onde o vírus está se espalhando “de maneira absurda e totalmente sem controle”. “Se a gente não chegar a, no mínimo, 95% de cobertura, vamos ter de novo surtos e mais surtos. O Ministério da Saúde tem se engajado muito na prevenção do sarampo, mas chegar ao ponto de perder o certificado de eliminação nas Américas é, sem dúvida, um retrocesso muito significativo e um risco grande pra população de todo o continente”, lamenta a diretora da Sbim. A vacina contra o sarampo está disponível no Sistema Único de Saúde e faz parte do calendário básico de vacinação infantil. A primeira dose deve ser tomada aos 12 meses de idade, com o imunizante tríplice viral, que protege também contra a caxumba e a rubéola. Já a segunda dose, é aplicada aos 15 meses, com a tetraviral, que reforça a proteção contra as três doenças e imuniza ainda contra a varicela, que causa a catapora. Qualquer pessoa com até 59 anos que não tenha comprovante de vacinação
Quarta-feira no RS será abafada, com instabilidade em pontos isolados; veja a previsão

Municípios podem ter chuva fraca e irregular ao longo do dia A quarta-feira, 12, será marcada por sol entre nuvens e períodos de instabilidade em algumas regiões do Rio Grande do Sul. Segundo a MetSul Meteorologia, uma frente fria avançará pelo estado, provocando chuva isolada e irregular em poucos municípios. A umidade contribuirá para uma tarde abafada. A instabilidade deve se concentrar principalmente na Metade Norte e terá rápida passagem pelo território gaúcho. Em Porto Alegre, a previsão indica sol com chance de chuva fraca, as temperaturas ficam entre 16°C e 31°C. Ao contrário das madrugadas recentes, não haverá frio fora de época. O dia terá aquecimento, com a tarde ficando abafada.
Aprovada a criação do “Família Gaúcha”, que prevê benefício às famílias em vulnerabilidade social no RS, entenda

Proposta do governo do Estado foi alvo de críticas de políticos da esquerda e da direita; aporte será de R$ 120 milhões Com críticas, o projeto que cria o “Família Gaúcha” foi aprovado nesta terça-feira na Assembleia Legislativa do RS. A medida trata de um novo programa de transferência de renda para famílias em situação de vulnerabilidade social, que, na prática, já está em curso. Assim, o texto aprovado pelos deputados, com 42 votos favoráveis a três contrários, autoriza apenas a transferência de recursos. A iniciativa terá o custo de R$ 120 milhões, oriundos do Fundo de Reconstrução (Funrigs). Entenda o que é o Família Gaúcha e como ele deve funcionar Entre os deputados de oposição, as críticas vieram dos dois campos políticos: esquerda e direita. Para a bancada do PT, o projeto ainda não está maduro, visto que tem uma baixa cobertura e um alcance limitado. Já para Felipe Camozzato (Novo), um dos três parlamentares que foram contrários, a proposta é um “marketing político”. Ele argumenta que a iniciativa contribui, junto de outros programas de assistência social, para tirar a mão de obra do mercado de trabalho. Camozzato ainda acusa a medida de servir como um cabide político, visto que parte dos recursos empenhados no projeto serão destinados ao pagamento de pessoal e estrutura – que, segundo ele, estariam sendo indicados por políticos. Acompanhando a votação de perto, o secretário de Desenvolvimento Social, Beto Fantinel (MDB), que está à frente da pasta responsável pela execução do Família Gaúcha, rebateu os apontamentos do colega. Ele esclareceu que todos os assistentes contratados para fazer o acompanhamento das famílias foram selecionados pelo CIEE, organização social contratada para fazer a seleção de pessoal. Fantinel defende ainda o potencial do programa em promover desenvolvimento pessoal, visto que as família que receberam os recursos devem ser acompanhadas antes, durante e após a execução da iniciativa. Enquanto isso, o líder do governo, Frederico Antunes (PP), resume a aprovação com ampla maioria devido à qualidade do programa. Além de bem estruturado, segundo Antunes, a iniciativa está servindo como modelo em outros estados, como São Paulo, e deve auxiliar, no futuro, nas avaliações de desempenho de programas de transferência de renda. Família Gaúcha O ‘Família Gaúcha’ é um programa de transferência de renda para famílias em vulnerabilidade social. A iniciativa irá pagar parcelas mensais de até R$ 250 reais por grupo familiar por dois anos (24 meses). Os contempladas serão escolhidos dentro dos 92 municípios abrangidos pela iniciativa (lista abaixo) e precisam estar entre as mais vulneráveis do Índice de Vulnerabilidade das Famílias do Rio Grande do Sul (IVF/RS). Além dos recursos financeiros, os beneficiários terão o acompanhamento periódico de Agentes de Desenvolvimento da Família (ADFs), cujo objetivo é auxiliar as famílias no processo de ‘autonomia’ financeira. Municípios selecionados 92. Vila Nova do Sul