Houve redução de 27% na filas eletivas das consultas de ortopedia joelho e 42% nas consultas oftalmológicas; Leite anuncia mais R$ 158,4 milhões em recursos
Em 45 dias, o programa SUS Gaúcho, destinado a propor melhorias nos atendimentos de saúde e redução de filas em hospitais gaúchos, ofertou 67,5 mil consultas para especialidades de ortopedia joelho e oftalmologia adulto. Entre outubro e novembro, redução de 27% na filas eletivas das consultas de traumato-ortopedia joelho e 42% de redução nas consultas oftalmológicas, as mais contempladas pelo programa. Houve uma adesão de 84% de oferta de consultas para redução de filas. Enquanto em outubro havia 19,6 mil pessoas aguardando na fila eletiva para ortopedia joelho, em novembro o número reduziu para 14,2 mil. Já para oftalmologia, de 112,4 mil pessoas, reduziu para 64,1 mil.
Os dados foram apresentados nesta segunda-feira em balanço do programa, apresentado pelo governador Eduardo Leite e a secretária da Saúde, Arita Bergmann, no Palácio Piratini. O governador Eduardo Leite anunciou, ainda, uma parcela extra de R$ 158,4 milhões dentro do orçamento da saúde para qualificação de atendimento no Rio Grande do Sul. A meta é, com o programa, reduzir em 70% a fila nas especialidades escolhidas para esse ano.
O programa aplicou recursos para o Sistema Único de Saúde (SUS), neste ano, de R$ 267,7 milhões, visando, principalmente, reduzir em 70% as maiores filas de pacientes que aguardam por cirurgias e consultas eletivas. Para 2026, o acréscimo de recursos deve chegar a R$ 758 milhões. No total, o investimento será de R$ 1 bilhão na Saúde até o final de 2026. O pagamento realizado até novembro deste ano foi de R$ 52,9 milhões, contemplando o programa Assistir, a Atenção Domiciliar, o Acompanha RAPS, as UPAs 24h e o transporte sanitário eletivo intermunicipal
Nos serviços de ortopedia joelho, com redução da fila em 27,2% entre outubro e novembro deste ano, a oferta mensal de consultas aumentou, em 45 dias, para 10 mil consultas (6 mil por mês), um aumento de 412%, sendo que antes do programa, eram ofertadas 1,3 mil consultas
Nos serviços de oftalmologia, com redução de 43% nas filas eletivas entre outubro e novembro, a oferta mensal anterior ao programa eram 8,2 mil consultas, e em 45 dias, foram ofertadas mais de 57,5 mil consultas (38,3 mil consultas por mês, e um aumento de 367%).
Anúncio extra de recursos para a Saúde do Tesouro do Estado
Dos R$ 158,4 milhões de reais anunciados por Leite dentro do orçamento da saúde para qualificação de atendimento no Rio Grande do Sul, os recursos serão implantados para aquisição de equipamentos e reformas para pontos de doação de sangue (R$2,08 milhões), qualificação da infraestrutura das farmácias de medicamentos especiais (R$ 25 milhões), equipamentos para puericultura para a rede Bem Cuidar (R$ 24,9 milhões), Ainda, dentro do programa Assistir para 232 instituições hospitalares financiadas, foram aportados R$ 106 milhões para ajudar os hospitais no momento que tem que pagar o 13º, os seus compromissos do final de ano.
UPAs
Nas unidades de Pronto Atendimento (UPAs) 24h, 30 unidades recebem incentivo para atendimento e foram contempladas em 40% superior no custeio mensal. Foram 488 municípios que já receberam o incentivo para transporte sanitário eletivo intermunicipal. Para atendimentos de saúde mental, foram 54 equipes contratadas e sete finalizando a contratação dos profissionais. Recursos para a atenção domiciliar tiveram 67 equipes credenciadas para novo incentivo em 36 municípios, e 13 novas equipes em 10 municípios.
PCDs e reabilitação física e ambulatórios
Em relação à atenção à Pessoa com Deficiência (PCD) e reabilitação física, foram 51 usuários atendidos e 10 agendados, com incentivos voltados principalmente à atenção para a escoliose, com 57% das OPMEs (cadeiras de rodas, muletas e meios auxiliares) dispensadas. Ambulatórios de feridos tiveram 230 usuários atendidos e 27 agendados entre outubro e novembro (média de 1125 usuários por mês).
Programa Assistir
Houve novas habilitações para o programa Assistir, com 61 novos serviços habilitados e ampliação de 10.980 consultas e 3.110 cirurgias por mês. Houve aumento do peso das UTI/UCI dos estabelecimentos com maior complexidade: de 72 para 100 para com alta complexidade e de 71 para 150 para hospitais com 2 ou mais complexidades.
Recursos para 2026
Para o ano que vem, serão investidos, dentro do SUS Gaúcho, R$ 323,9 milhões em recursos para novos programas e serviços. A meta é que as especialidades permaneçam no programa, mas outras sejam contempladas, como a cirurgia geral, a dermatologia, a urologia, a uro litotripsia, a uro vasectomia, a otorrinolaringologia e a ortopedia geral adulto. Serão ampliados, também, ambulatórios de obesidade, ambulatórios de atenção a usuários com dor crônica, quatro ambulatórios de feridos e mais 60 equipes de saúde mental.
“O SUS gaúcho está cumprindo com o seu propósito de reduzir as filas, de ampliar serviços. E esse é um governo que pagou as dívidas de governos anteriores, botou em dia para não deixar mais atrasar, o Estado atrasava pagamentos aos hospitais, não atrasa mais e agora a gente incrementa recursos para estender serviços para a população”, afirmou Leite. Ele reconhece que as filas sempre irão existir. “Mas o que não se pode mais tolerar é que as pessoas fiquem longos anos esperando por uma consulta, por um procedimento dentro do SUS”.
A secretária de Saúde, Arita Bergmann, afirmou que será avaliada a tabela para novos procedimentos serem incluídos nas especialidades, levando em conta outras tabelas existentes para que o recurso possa cobrir. “No próximo ano, teremos outros ambulatórios estratégicos, considerando as maiores filas que estão no nosso sistema de regulação Gercon, considerando a demanda também das centrais de pelotas de Caxias e de Porto Alegre”.
