O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Sul (Gaeco/MPRS) deflagrou nesta quarta-feira a segunda fase da Operação Contas Abertas, que teve como alvo uma facção atuante em Bento Gonçalves, na Serra gaúcha. A ação mirou um esquema de lavagem de dinheiro oriundo do tráfico de drogas e armas. O alvo é um grupo criminoso autodenominado “Os Abertos”, que surgiu no antigo Presídio Central de Porto Alegre no final dos anos 1990.
Coordenada pelo promotor Manoel Figueiredo Antunes, responsável pelo 5º Núcleo do Gaeco – Serra, a ofensiva tem apoio da Brigada Militar e Polícia Penal. A primeira fase das diligências ocorreu em junho de 2024, quando 32 pessoas foram presas e houve o bloqueio de 274 contas bancárias, além da apreensão judicial de 25 veículos e cinco imóveis.
Nesta manhã, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em 22 alvos em Bento Gonçalves e em Paim Filho, no Norte gaúcho. Um suspeito foi preso em flagrante por porte ilegal de arma de fogo.
De acordo com o MPRS, pelo menos 16 pessoas são suspeitas de envolvimento no esquema. A quadrilha teria movimentado mais de R$ 2,2 milhões em um período de aproximadamente um ano.
Doze imóveis e dois veículos foram apreendidos. Além disso, duas empreiteiras e uma revenda de automóveis também foram alvo de busca e apreensão por possível envolvimento na lavagem de capitais. A Justiça ainda autorizou o bloqueio de 224 contas bancárias.
“O objetivo agora foi aprofundar a coleta de provas, localizar mais laranjas e verificar o real montante da lavagem de dinheiro e desarticular os mecanismos financeiros da organização criminosa que atua há mais de dez anos na Serra”, afirmou o promotor Manoel Figueiredo Antunes.
Vinte denúncias já foram oferecidas pelo MPRS nos dias 26 e 28 de junho do ano passado. Na sequência, a Justiça tornou réus líderes e gerentes de pontos de tráfico. Os acusados respondem por organização criminosa, financiamento e custeio ao tráfico e lavagem de bens e valores.
