Acompanhe nossa programação Ao Vivo rádio RDTV SUL!
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Câmara de Porto Alegre aprova fim das eleições diretas nas escolas municipais

Prática já está suspensa em virtude de liminar obtida na Justiça; agora com o respaldo da legislação, cabe ao prefeito indicar os diretores e vice-diretores das instituições

Nesta segunda-feira, a Câmara de Porto Alegre aprovou um projeto de lei que acaba com as eleições diretas para diretores e vice-diretores de escolas municipais. Atualmente, vigora uma liminar concedida pelo Tribunal de Justiça (TJ-RS) que permite ao prefeito nomear os cargos em questão. O texto da Prefeitura tornou a prática em lei. A proposta foi acatada com xx votos a favor e xx contrários.

A proposição estabelece um processo de habilitação para que professores de carreira possam vir a ser escolhidos como gestores. A partir de testes, os candidatos integrarão um banco de dados, do qual o próprio prefeito escolherá os diretores escolares. Descontente, a oposição fez enfrentamento na tribuna e propôs uma série de emendas. Entretanto, contando com 12 das 35 cadeiras do parlamento, os insatisfeitos foram voto vencido.

Professora de carreira, a vereadora Juliana de Souza (PT) não poupa críticas à proposição. Em suas palavras, o texto ataca a gestão democrática e a substitui pela lógica do silenciamento e controle. “É um projeto autoritário do secretário Leonardo Pascoal (…) Só vai ser nomeado quem ele quer”, argumentou a petista. Para ela, os moldes da proposta se distanciam de qualquer noção de meritocracia.

De forma semelhante pensa a vereadora Grazi Oliveira (PSol). De acordo com ela, a matéria faz parte de um propósito maior que norteia a Prefeitura: vender a educação para a iniciativa privada. “Gerir uma escola não é a mesma coisa que ser dono de uma empresa”, defendeu a parlamentar.

Diferente dela, Rafael Fleck (MDB) entende a mudança como positiva. “O modelo atual (de gestão democrática) sucumbiu. Tanto que os índices de ensino pioraram”, afirmou. Nessa linha, o emedebista acredita que o projeto vai ajudar a qualificar a administração e, com isso, a estrutura ads escolas. “O eleito nem sempre é o melhor gestor”.

A vereadora Mariana Lescano trouxe ainda outra discussão para os holofotes. Segundo a progressista, o projeto também combate a doutrinação ideológica na educação. “Vivemos uma guerra cultural. A esquerda dominou as escolas. Quem eles vão eleger? É lógico que um deles”, afirmou na tribuna. Para ela, o texto evita isso ao estabelecer requisitos objetivos para a escolha dos gestores, como escrita, currículo e experiência.

Post anterior
Próximo post
0 0 votos
Classificação do artigo
Inscrever-se
Notificar de
guest
0 Comentários
mais antigos
mais recentes Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários

Copyright © RDTV Sul. Todos os diretos reservados.

0
Adoraria saber sua opinião, comente.x