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Demolição da passarela da Rodoviária começa no Centro de Porto Alegre

Serviço deve se estender ao longo de todo o sábado

A demolição da parte restante da passarela da rodoviária, no Centro de Porto Alegre, começou por volta das 22h40 desta sexta-feira, 28. Para o trabalho, o trânsito foi bloqueado no acesso ao chamado Corredor Humanitário. Do outro lado, motoristas que vem do Túnel da Conceição são obrigados a acessar a frente da rodoviária.

A demolição começou pela parte da calçada, mais próxima ao Corredor Humanitário, como explicou o secretário municipal de Obras e Infraestrutura, André Flores, em entrevista ao Correio do Povo. “Primeiro o vão mais próximo do corredor humanitário e depois o vão mais próximo da rodoviária pra não correr nenhum risco de que o pilar possa se deslocar lá em direção ao corredor”, afirmou.

A outra parte, sobre a rua da Conceição também será demolida durante a madrugada, bem como a rampa de acesso em formato caracol do lado da rodoviária. O caracol do outro lado será demolido posteriormente, pois não exige bloqueio no trânsito. O planejamento da prefeitura é fazer o trabalho de recolhimento das caliças durante todo o sábado para que à noite haja a liberação do trânsito. “Nós vamos fazer ininterruptamente até concluir o serviço e liberar toda a mobilidade. E aí vamos ficar mais alguns dias recolhendo todo esse material, aquele resíduo da obra”, disse Flores.

Durante o bloqueio neste sábado, o desembarque de passageiros dos ônibus municipais e intermunicipais ocorrerá em frente à rodoviária. Depois, os coletivos seguem pela Rua Voluntários da Pátria até a rua Pinto Bandeira, quando só então podem acessar a Avenida Mauá em direção aos terminais.

Para o trabalho, motoristas que vem do Túnel da Conceição são obrigados a acessar a frente da rodoviária. O desembarque de passageiros dos ônibus municipais e intermunicipais ocorre em frente à rodoviária. Depois eles seguem pela rua voluntários da pátria até a Rua Pinto Bandeira, quando acessam a Rua Chaves Barcelos e retornam à Avenida Mauá em direção aos terminais.

Conforme a prefeitura, a demolição da passarela foi necessária, pois a construção de uma nova estrutura teria que ser feita a pelo menos 9 metros de altura, devido a elevação do Corredor Humanitário. Isso acarretaria um custo de cerca de R$ 25 milhões.

Histórico

Desde a enchente de 2024 a passarela estava interditada pois teve de ser demolida parcialmente na ocasião para a contrução do chamado Corredor Humanitário, que liga a avenida Castelo Branco à Elevada da Conceição. A estrutura foi feita para possibilitar o abastecimento de itens essenciais à cidade na época. O local passou por uma reforma em que foram feitos serviços de pavimentação, readequação de meios-fios e calçadas, contenção de taludes, paisagismo e ampliação da rede de drenagem da via. Os trabalhos terminaram no início de novembro, um mês antes do previsto inicialmente. Segundo a prefeitura, a obra teve investimento de R$ 1.419.767,53.

Nova passagem

No lugar da passarela, a ideia dos órgãos públicos é realizar investimentos na passagem subterrânea já existente, na saída da Estação Rodoviária. Conforme a Secretaria de Municipal de Obras e Infraestrutura (Smoi), uma parceria com a Trensurb vai auxiliar na requalificação da infraestrutura. O projeto prevê implantação de acessibilidade universal e rampas. O planejamento está em fase final e as obras – de responsabilidade da Trensurb – devem começar em breve. A prefeitura será responsável pela qualificação do entorno.

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