Cinco dos nove grupos que compõem o indicador registraram queda de preços no mês.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu 0,11% em agosto, após subir 0,26% em julho, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na manhã desta quarta-feira, 10.
Com o resultado de agosto, o IPCA acumula alta de 3,15% no ano e avanço de 5,13% em 12 meses. Cinco dos nove grupos que compõem o indicador registraram queda de preços no mês, de acordo com o IBGE.
Em agosto, cinco dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados vieram com variação negativa, destacando-se os três de maior peso no índice: Habitação (-0,90%), Alimentação e bebidas (-0,46%) e Transportes (-0,27%). No lado das altas, as variações ficaram entre o 0,75% de Educação e o 0,40% de Despesas pessoais.
A queda registrada no grupo Habitação (-0,90%), com o menor resultado para um mês de agosto desde o Plano Real, veio da contribuição de -0,17 p.p. da energia elétrica residencial, que recuou 4,21% no mês, em decorrência da incorporação do Bônus de Itaipu, creditado nas faturas emitidas no mês de agosto.
Ainda em Habitação, o subitem gás encanado (0,37%) considera o reajuste de 6,41% nas tarifas em Curitiba (6,20%), a partir de 1º de agosto e a redução média de 1,22% nas tarifas no Rio de Janeiro (-1,17%) vigente desde 1º de agosto. Já a taxa de água e esgoto (0,24%) contemplou os reajustes de 4,81% em Vitória (4,64%) a partir de 1º de agosto e de 4,97% em Salvador (2,76%) a partir de 18 de julho.
O grupo Alimentação e bebidas (-0,46%), de maior peso no índice, apresentou queda na média de preços pelo terceiro mês consecutivo (-0,18% em junho e -0,27 em julho). A queda de agosto foi influenciada pela alimentação no domicílio, que caiu 0,83%, após a redução de 0,69% em julho, com destaque para as quedas do tomate (-13,39%), da batata-inglesa (-8,59%), da cebola (-8,69%), do arroz (-2,61%) e do café moído (-2,17%).
Quanto aos índices regionais, Vitória apresentou a maior variação (0,23%) por conta da energia elétrica residencial (7,02%) e da taxa de água e esgoto (4,64%). A menor variação (-0,40%) foi registrada em Goiânia e Porto Alegre, influenciada pelas quedas na energia elétrica residencial (-7,77% e -6,68%) e na gasolina (-2,20% e -2,69%).
