Sindicato, associação e uma instituição sem fins lucrativos teriam sido usados no esquema
A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira uma operação para investigar um suposto desvio milionário de recursos públicos no Conselho Regional de Química da 5ª Região. O afastamento do sigilo bancário identificou, pelo menos, R$ 2 milhões de prejuízo. A PF cumpre dez mandados de busca e apreensão em Porto Alegre
Além dos mandados, os agentes realizaram o sequestro de três veículos, indisponibilidade de bem imóvel, três suspensões do exercício da função pública, proibição de acesso ou frequência à sede da autarquia federal.
As buscas visam identificar outros elementos de prova e informação, além de apurar outros desvios ainda não detectados. O cumprimento das medidas cautelares foi autorizado pelo Juízo da 22ª Vara Federal da Subseção Judiciária de Porto Alegre/RS.
De acordo com o inquérito policial, foi apurado que o CRQ-V teria transferido vultuosas quantias de verbas públicas para pessoas jurídicas que, posteriormente, transferiam os mesmos recursos para contas de pessoas físicas vinculadas à gestão da autarquia.
Medidas cautelares criminais anteriores à deflagração da operação revelaram o suposto uso de um Sindicato, de uma Associação e de uma Instituição sem fins lucrativos, todas pessoas jurídicas de direito privado e controladas por gestores do referido Conselho para instrumentalizar os desvios dos recursos.
Os investigados poderão responder pelos crimes de peculato, falsificação de documento público, falsidade ideológica, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
A reportagem entrou em contato com o Conselho Regional de Química da 5ª Região. A autarquia esclareceu que publicará ao longo do dia uma nota sobre a operação da Polícia Federal.
