Com ampla trajetória no magistrado, Cármen Lúcia pode ser a responsável por confirmar a condenação do ex-presidente por trama golpista
Nesta quinta-feira, o Supremo Tribunal Federal (STF) deu seguimento ao julgamento do núcleo crucial da trama golpista. Até o momento, os ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino votaram a favor da condenação de Jair Bolsonaro e mais sete réus. Por outro lado, Luiz Fux abriu divergência dos demais e defendeu a responsabilização de apenas Braga Netto e Mauro Cid. Agora, é a vez de Cármen Lúcia se manifestar e, caso acompanhe os votos de Moraes e Dino, irá confirmar a sentença do ex-presidente.
Cármen Lúcia é bacharel em direito PUC-MG (1977), especialista em direito de empresa pela Fundação Dom Cabral (1979) e mestre em direito constitucional pela UFMG. Atual ministra do STF, a magistrada é professora universitária desde 1983, além de ser coordenadora do Núcleo de Direito Constitucional.
A jurista foi procuradora do Estado de Minas Gerais de 1983 até 2006. Durante o mandato do então governador Itamar Franco, ela chegou a exercer a função de Procuradora-Geral do Estado de 2001 a 2002. Em 2006, foi indicada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao cargo de ministra do Supremo Tribunal Federal, tornando-se a segunda mulher a ocupar esta vaga.
Assumiu a vice-presidência da Corte em 2014 e a presidência em 2016. Também exerceu a função de ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de 2009 a 2013, tendo presidido o colegiado de 2012 a 2013 (foi a primeira mulher a fazê-lo). Desde 2022, exerce um segundo mandato.
